HISTERECTOMIA

Fonte: http://www.humed.com/humc_ency/spanish/surgery/100029.htm
Este artigo é parte da série sobre: Saúde Sexual - Medicina
Fonte: "Wikipédia, a enciclopédia livre".
A histerectomia é a remoção do útero, que pode ser total, quando se retira o corpo e colo do útero ou sub total, quando só o corpo é retirado. Na maioria das vezes é feita através de uma incisão no abdomem, por onde se retira o útero (histerectomia abdominal). Em alguns casos também pode ser feita através de uma incisão na vagina, por onde se retira o útero (histerectomia vaginal). Uma outra abordagem, é a histerectomia por vídeo laparoscopia onde a cirurgia é realizada por pequenos orifícios de 5 a 10 mm no abdomem e a remoção do útero é feita pela vagina. Às vezes esta cirurgia é acompanhada da remoção dos ovários e trompas (histerectomia total com anexectomia bilateral).
QUANDO É NECESSÁRIA UMA HISTERECTOMIA?
Este procedimento é feito para muitas outras condições além do cancro, incluindo um sangramento uterino disfuncional: endometriose; crescimentos não-malignos do útero; cérvix e anexos; problemas de relaxamento pélvico e prolapso; e dano irreparável ao útero. As condições malignas requerem uma histerectomia abdominal total e uma salpingooforectomia bilateral. Em raros casos, uma histerectomia pode ser a única opção para se salvar a vida de uma paciente.
As situações abaixo são alguns exemplos, que depedem da evolução da doença:
- Cancro ou patologias pré cancerosas do útero
- Cancro dos ovários
- Hemorragia incontrolável no pós parto
- Infecção pélvica severa
QUAIS SÃO OS EFEITOS COLATERAIS DE UMA HISTERECTOMIA?
O Colégio Norte Americano de Obstetras e Ginecologistas estima que 25 a 50% das pacientes submetidas a uma histerectomia terão uma ou mais complicações, embora de pequeno porte ou reversíveis.
Em primeiro lugar, uma histerectomia encerra a possibilidade de uma mulher ter filhos.
Outras complicações incluem: lesões ao intestino, à bexiga, ureteres (fino tubo que liga o rim à bexiga, levando a urina), sangramento vaginal, infecção, dor pélvica crônica e diminuição da resposta sexual.
Como qualquer outro tipo de cirurgia, a histerectomia pode levar a riscos maiores como: 500 mulheres morrem a cada ano, devido a uma histerectomia nos EUA.
O útero também produz uma substância chamada prostaciclina, que é resposável pela inibição da formação de coágulos sanguíneos. Em virtude disto, a remoção do útero pode deixar a mulher mais sujeita a ter tromboses e pode ser um fator de aumento do risco de um enfarte. Se os ovários são retirados, a mulher perde a sua fonte do hormônio feminino estrogênio. As mulheres que não podem submeter-se a terapia de reposição hormonal, terão uma menopausa instantânea e terão uma probabilidade aumentada de desenvolver osteoporose e enfartes cardíacos. Mesmo entre as pacientes que não tiveram os seus ovários retirados, muitas mulheres relatam sintomas como: fadiga, ganho de peso, dores articulares, alterações urinárias e depressão, após uma histerectomia.
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