DePrEssÁo... Os dois lados...


Créditos: http://pt.wikipedia.org/wiki/Depress%C3%A3o_nervosa

Título do quadro - On the Threshold of Eternity
Vincent van Gogh, que sofria de depressão e cometeu suicídio, pintou esse quadro em 1890 de um homem que emblematiza o desespero e falta de esperança sentida na depressão

PROCURAR AJUDA
Quando os sentimentos depressivos são mais fortes do que o habitual e não parecem melhorar, devemos procurar ajuda. O facto é que uma depressão pode afectar o nosso desempenho académico e profissional, os nossos interesses e mesmo os nossos sentimentos em relação à família e amigos. Se damos por nós a pensar que a vida não tem sentido ou que os outros estariam melhor se não existíssemos, devemos procurar ajuda imediata. Pode ser suficiente falar com um amigo ou familiar, "desabafar" com ele mas, se assim não for, devemos procurar ajuda especializada de um psicólogo, de um terapeuta ou de um psiquiatra.

Por vezes, podemos não estar cientes do ponto a que estamos deprimidos, principalmente se a depressão se tiver instalado gradualmente; podemos também culpabilizarmo-nos por sermos "preguiçosos" ou "fracos"; podemos ainda tentar lidar sozinhos com essas angústias, trabalhando demais, ficando exaustos e stressados e, dessa forma, evitando pensar naquilo que nos preocupa. Por vezes, a depressão aparece "mascarada" sob a forma de sintomatologia física, como seja dores de cabeça ou insónias, ao invés de surgir a tristeza e a infelicidade.

OS SINTOMAS
sentimentos de tristeza que subsistem ao longo do tempo
perca de interesse pela vida
tornar-se incapaz de obter prazer seja com que actividade for
tornar-se extremamente difícil tomar uma decisão, por mais simples que seja
sentir-se exausto sem razão aparente
sentir-se nervoso e agitado
perder peso e apetite (algumas pessoas ganham peso)
dificuldades de sono
acordar mais cedo do que o habitual
evitar as relações sexuais, perder o interesse por essa actividade
perder a auto-confiança
sentir-se um incapaz, inadequado e sem remédio
evitar os outros
sentir-se irritado
sentir-se pior numa dada altura do dia, habitualmente de manhã
pensar no suicídio

ESTAREI DEPRIMIDO?

Aqui fica uma lista de sintomas que te pode ajudar a determinar o grau da depressão. Se alguns destes sintomas te preocupam e interferem no teu funcionamento social, escolar ou qualquer outra área, então procura-nos.

Sinto-me triste a maior parte do dia e perdi o interesse em actividades agradáveis, incluindo o interesse pelo sexo oposto.
Sinto-me cansado ou com falta de energia para cumprir as tarefas habituais.
Sinto-me impaciente e/ou agitado e não consigo estar quieto.
Tenho insónias ou durmo mais do que o habitual.
Tenho dificuldade em concentrar-me ou em tomar decisões.
Estou a ter flutuações no meu apetite ou peso usuais.
Sinto-me sem esperança, inútil, sem valor, culpado.
Penso na morte e no suicídio.

COMO PODES AJUDAR-TE?
Mesmo que um médico esteja já a ajudar-te a ultrapassar a depressão, existem pequenas coisas que poderás fazer para te ajudares a ti mesmo:

Não "engulas" os problemas - se recentemente tiveste algum problema, alguma notícia má que te preocupa ou uma perda importante na tua vida, tenta partilhar isso com alguém próximo, revelando-lhe o que sentiste. Isto ajudar-te-à a sentir alívio, dar-te-à oportunidade de ter um espaço onde podes chorar à vontade e onde poderás falar sobre aquilo que te preocupa. Este processo é parte integrante do processo de melhoria da depressão.

Faz alguma coisa - se és apreciador de desporto, sai e pratica desporto ou simplesmente dá longos passeios a pé. Isto ajudar-te-à a sentires-te melhor fisicamente e também a dormir melhor. Se ainda não te sentes preparado para voltar ao trabalho, mantém de qualquer modo alguma actividade - mesmo que seja trabalho doméstico.
Estas actividades ajudar-te-ão a não pensar constantemente naquilo que te preocupa, o que só te deixará mais deprimido ainda. Além disso, poderás sentir-te mais útil e menos infeliz.

Mantém uma alimentação saudável - Apesar de não sentires fome, tenta manter uma alimentação equilibrada, não esquecendo nunca os vegetais e a fruta. As pessoas que estão gravemente deprimidas podem perder a fome, alimentar-se mal e isso só piorará a sua situação.

Resiste à tentação de "afogar" as mágoas - Ingerir bebidas alcoólicas, apesar de parecer ajudar a superar a situação, só agrava a mesma... Poderás sentir-te melhor durante algumas horas mas, depois, sentir-te-às ainda pior. Beber alcoól em excesso impedir-te-à de procurar a ajuda necessária e de resolveres o teu problema, para além de te prejudicar fisicamente.

Tenta não pensar demasiado nas dificuldades do sono - Mesmo que não estejas a dormir, poderá ser importante ouvir rádio ou ver televisão enquanto relaxas o teu corpo. Assim, ocupas os teus pensamentos e, dessa forma, poderá ser mais fácil adormecer, visto que te sentes menos ansioso.

Não negues que estás deprimido - Relembra-te que estás deprimido, como muitas outras pessoas estão ou estiveram e que esse período difícil acabará por passar, tal como sucede com as outras pessoas e por muito longe que te pareça essa melhoria. A depressão, por estranho que pareça, pode mesmo ser uma experiência útil, uma vez que muitas pessoas saem dela renovadas e com muito mais força e determinação. As situações de vida e as relações interpessoais podem, depois de um período depressivo, ser vistas com outra clareza e poderás, assim, tomar decisões e proceder a mudanças que antes consideravas impossíveis e que evitavas a todo o custo.
Se consideras que poderás estar em risco de sofrer desta perturbação ou se conheces alguém que julgas poder estar nesta situação, podes recorrer ao GAPA. A informação é absolutamente confidencial e o encaminhamento para os locais apropriados será feito de uma forma mais célere. Não adies nunca este passo, pois pode ser essencial.

Fonte: http://www.fct.unl.pt/gapa/canais/aluno/dificuladades-psicologicas-depressao

A depressão é uma condição médica definida que afecta 20 por cento da população portuguesa. Aprenda a reconhecê-la.

A depressão é a principal causa de incapacidades e a segunda causa de perda de anos de vida saudáveis entre as 107 doenças e problemas de saúde mais relevantes. Os custos pessoais e sociais da doença são muito elevados.

Uma em cada quatro pessoas em todo o mundo sofre, sofreu ou vai sofrer de depressão. Um em cada cinco utentes dos cuidados de saúde primários portugueses encontra-se deprimido no momento da consulta.

A depressão encontra-se reconhecida no Plano Nacional de Saúde 2000-2010 como um problema primordial de saúde pública.

O que é a depressão?

A depressão é uma doença mental que se caracteriza por tristeza mais marcada ou prolongada, perda de interesse por actividades habitualmente sentidas como agradáveis e perda de energia ou cansaço fácil.

Ter sentimentos depressivos é comum, sobretudo após experiências ou situações que nos afectam de forma negativa. No entanto, se os sintomas se agravam e perduram por mais de duas semanas consecutivas, convém começar a pensar em procurar ajuda.

A depressão pode afectar pessoas de todas as idades, desde a infância à terceira idade, e se não for tratada, pode conduzir ao suicídio, uma consequência frequente da depressão. Estima-se que esta doença esteja associada à perda de 850 mil vidas por ano, mais de 1200 mortes em Portugal.

A depressão pode ser episódica, recorrente ou crónica, e conduz à diminuição substancial da capacidade do indivíduo em assegurar as suas responsabilidades do dia-a-dia. A depressão pode durar de alguns meses a alguns anos. Contudo, em cerca de 20 por cento dos casos torna-se uma doença crónica sem remissão. Estes casos devem-se, fundamentalmente, à falta de tratamento adequado.

A depressão é mais comum nas mulheres do que nos homens: um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde, em 2000, mostrou que a prevalência de episódios de depressão unipolar é de 1,9 por cento nos homens e de 3,2 por cento nas mulheres.

Quais são os sintomas da depressão?

A depressão diferencia-se das normais mudanças de humor pela gravidade e permanência dos sintomas. Está associada, muitas vezes, a ansiedade e/ou pânico.

Os sintomas mais comuns são:

Modificação do apetite (falta ou excesso de apetite);
Perturbações do sono (sonolência ou insónia);
Fadiga, cansaço e perda de energia;
Sentimentos de inutilidade, de falta de confiança e de auto-estima, sentimentos de culpa e sentimento de incapacidade;
Falta ou alterações da concentração;
Preocupação com o sentido da vida e com a morte;
Desinteresse, apatia e tristeza;
Alterações do desejo sexual;
Irritabilidade;
Manifestação de sintomas físicos, como dor muscular, dor abdominal, enjoo.

Fonte: http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/saude+mental/depressao.htm